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    Declaração MEI 2026: como preencher a declaração anual com antecedência e evitar erros

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    Jovem empreendedor tenta preencher sua declaração anual de faturamento

    Todo começo de ano traz aquela lista de tarefas que o MEI não pode ignorar. Entre elas, uma das mais importantes para manter o CNPJ regular é a entrega da Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (DASN-SIMEI).

    Em 2026, essa obrigação ganha ainda mais peso. A Receita Federal está cada vez mais digital, integrada e atenta aos pequenos negócios, o que torna o cuidado com informações fiscais algo essencial e não opcional.

    Mais do que uma mera burocracia, a DASN-SIMEI é o documento que informa oficialmente quanto o MEI faturou ao longo do ano anterior. É ela que garante a continuidade de direitos importantes, como os benefícios previdenciários, a emissão de notas fiscais e até o uso da conta bancária PJ com condições diferenciadas.

    Mesmo assim, é comum que muitos empreendedores deixem essa entrega para a última hora. O problema é que a pressa aumenta as chances de erro e pode resultar em multas, pendências no CPF e até problemas com o CNPJ.

    Se a ideia é começar 2026 com tranquilidade, organização e sem surpresas fiscais, entender como preencher a declaração com antecedência faz toda a diferença. Confira!

    O que é a DASN-SIMEI e por que ela é obrigatória?

    A DASN-SIMEI é a declaração anual que todo MEI precisa enviar à Receita Federal para informar quanto faturou no ano anterior. 

    Diferente do DAS, que é o boleto mensal de impostos, a DASN funciona como um resumo do ano: nela, você informa o total das vendas de mercadorias e dos serviços prestados entre 1º de janeiro e 31 de dezembro.

    Essa obrigação existe por lei e está prevista na Lei Complementar nº 123/2006. E aqui vai um ponto que costuma gerar muita dúvida: mesmo que o MEI não tenha faturado nada, a declaração precisa ser entregue? Nesse caso, basta informar o faturamento zero? 

    Não declarar por achar que “não teve movimento” é um dos erros mais comuns e também um dos que mais geram problemas depois.

    Para a Receita Federal, a DASN-SIMEI é a forma oficial de confirmar que o CNPJ está ativo e dentro das regras do regime. Quando ela não é entregue, as consequências vão além da multa por atraso.

    O CNPJ pode ficar inapto, o que impede a emissão de notas fiscais, dificulta a abertura ou manutenção de conta PJ e, em casos mais graves, pode levar ao cancelamento do MEI. Além disso, o empreendedor pode perder a qualidade de segurado do INSS, ficando sem acesso a benefícios como auxílio-doença, salário-maternidade e contagem de tempo para aposentadoria.

    Por isso, a DASN-SIMEI não é apenas uma obrigação burocrática. Ela é uma peça-chave para manter o MEI regular, protegido e com o negócio funcionando sem riscos desnecessários.

    Aproveite e confira também como pagar dívidas e DAS atrasados do MEI e regularizar sua situação.

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    Prazos e calendário da Declaração MEI 2026

    Em 2026, o calendário de obrigações do MEI segue o padrão já conhecido, mas isso não significa que dá para deixar tudo para depois. Pelo contrário: atenção aos prazos é essencial para evitar dor de cabeça desnecessária.

    A DASN-SIMEI referente ao faturamento de 2025 poderá ser enviada a partir de 1º de janeiro de 2026, com prazo final em 31 de maio de 2026

    É um período relativamente longo, mas a experiência mostra que os maiores problemas surgem justamente para quem tenta declarar nos últimos dias.

    No fim de maio, o Portal do Empreendedor costuma ficar sobrecarregado, com lentidão e até instabilidades que podem impedir o envio da declaração no prazo. 

    Por isso, recomenda-se: quanto antes você declarar, melhor. Além de evitar problemas técnicos, declarar com antecedência dá mais tranquilidade para revisar valores e corrigir possíveis erros sem pressa.

    Para ajudar na organização, confira abaixo o cronograma básico de obrigações do MEI em 2026:

    Tabela 1: Cronograma de obrigações do MEI em 2026

    Obrigação

    Prazo inicial

    Prazo final

    Observação

    DASN-SIMEI 2026

    01/01/2026

    31/05/2026

    Referente ao faturamento de 2025

    Pagamento do DAS mensal

    Todo dia 20

    Obrigação mensal

    Opção pelo SIMEI

    01/01/2026

    30/01/2026

    Para quem deseja entrar no regime

    Declaração de extinção

    Data da baixa

    Até o mês seguinte

    Em caso de encerramento do CNPJ

    Vale um alerta importante: se o MEI der baixa no CNPJ durante 2026, a declaração não segue o prazo padrão. Nesse caso, a DASN-SIMEI de extinção deve ser enviada até o último dia do mês seguinte ao encerramento da empresa.

    Ter esse calendário claro e atualizado é um passo simples, mas fundamental, para manter o MEI regular e começar o ano sem pendências com a Receita Federal.

    Aproveite e leia também sobre o que muda para o MEI com as novas regras do Imposto de Renda.

    Passo a passo detalhado: como preencher a DASN-SIMEI 2026

    Preencher a DASN-SIMEI é bem tranquilo — desde que você esteja com os números organizados. Antes de começar, tenha em mãos o Relatório Mensal de Receitas Brutas (ou outro controle equivalente) com os valores de cada mês de 2025. A ideia aqui é simples: você só vai somar o ano e informar no sistema.

    1) Acesse o sistema certo

    Você pode fazer a declaração por três caminhos:

    • Portal do Simples Nacional

    • Portal do Empreendedor

    • Aplicativo oficial “MEI” (Android e iOS), que costuma ser bem prático

    No menu de serviços do MEI, procure por “Declaração Anual – DASN-SIMEI”.

    2) Informe o CNPJ e escolha o ano da declaração

    Ao entrar, o sistema vai pedir o CNPJ do MEI e, depois, vai mostrar os anos disponíveis.

    Para a declaração de 2026, selecione:

    • Ano-calendário: 2025

    • Tipo de declaração: Original

    Se você já enviou e percebeu algum erro depois, aí sim entra a opção:

    • Retificadora (para corrigir uma declaração já transmitida)

    3) Preencha os valores de faturamento (parte mais importante)

    Aqui é onde mais gente se confunde, então vale atenção.

    O sistema traz dois campos principais:

    • Receita Bruta Total de Comércio/Indústria/Transporte intermunicipal e interestadual: Preencha com a soma de vendas de mercadorias/produtos (e transporte intermunicipal/interestadual, se for o caso).

    • Receita Bruta Total de Serviços: Preencha com a soma do que você recebeu com prestação de serviços.

    Se você vende e presta serviço, precisa separar os valores e preencher os dois campos. O sistema soma automaticamente e mostra a Receita Bruta Total.

    Dica rápida: se você não teve faturamento em 2025, você também declara — só preencher com zero.

    4) Informe se teve empregado em 2025

    O sistema vai perguntar se você teve funcionário no período.

    Responda “Sim” ou “Não” conforme sua realidade em 2025. Lembrando: o MEI pode ter apenas 1 empregado, com salário mínimo ou piso da categoria.

    5) Revise, transmita e salve o recibo

    Depois de preencher tudo, clique em “Continuar”.

    O sistema pode exibir um resumo dos pagamentos do DAS. Se aparecer alguma pendência, não significa que você não pode enviar, mas é um sinal para você conferir depois.

    Se estiver tudo ok:

    • clique em “Transmitir”

    • baixe/salve o Recibo de Entrega

    Esse recibo é o seu comprovante oficial e pode ser pedido por banco, prefeitura, licitações e até em alguma conferência da Receita.

    Precisa alterar dados do seu MEI? Confira nosso guia para alterar CNAE, nome fantasia e mais.

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    4 erros comuns na declaração do MEI (e como evitá-los)

    Mesmo sendo um processo simples, a DASN-SIMEI ainda gera muita dúvida — e alguns erros se repetem todos os anos. A boa notícia é que eles são fáceis de evitar quando você sabe onde prestar atenção.

    1. Confundir faturamento bruto com lucro

    Esse é o erro campeão. Na declaração, o MEI deve informar o faturamento bruto, ou seja, tudo o que entrou, sem descontar despesas como aluguel, luz, internet, compras de mercadorias ou taxas.

    O que fazer: some todas as vendas e serviços do ano e declare o valor cheio, mesmo que no final do mês “tenha sobrado pouco”.

    2. Não declarar vendas feitas sem nota fiscal

    Mesmo quando o MEI vende para pessoa física e não emite nota, o faturamento continua existindo e precisa ser declarado.

    Hoje, a Receita Federal cruza informações de cartões, PIX e movimentações bancárias. Omissões costumam ser identificadas com facilidade.

    O que fazer: inclua todas as receitas, com ou sem nota fiscal.

    3. Preencher valores no campo errado

    Outro erro comum é misturar faturamento de comércio com serviços. Pode parecer detalhe, mas isso gera divergências com as notas fiscais emitidas e com os dados da Receita.

    Exemplo:

    • R$ 50.000 em vendas de produtos → campo de comércio/indústria

    • R$ 10.000 em prestação de serviços → campo de serviços

    O que fazer: separe os valores antes de preencher e revise com calma.

    4. Achar que não precisa declarar porque não faturou

    Mesmo que o MEI não tenha tido nenhuma movimentação no ano, a declaração continua sendo obrigatória. Deixar de enviar a DASN-SIMEI com faturamento zero gera multa e pode bloquear o CNPJ.

    O que fazer: declare normalmente e informe R$ 0,00.

    Multas e penalidades: o custo do atraso em 2026

    Deixar a DASN-SIMEI para depois pode sair mais caro do que parece. A entrega fora do prazo, que em 2026 vai até 31 de maio, gera automaticamente a Multa por Atraso na Entrega da Declaração (MAED).

    Na prática, funciona assim: a multa mínima é de R$ 50,00, ou 2% ao mês-calendário (ou fração) sobre o valor dos tributos informados na declaração, limitada a 20%. Assim que a DASN-SIMEI atrasada é transmitida, o próprio sistema já emite a notificação e o boleto (DARF) para pagamento — não tem como escapar.

    A boa notícia é que quem se regulariza rápido paga menos. Se a multa for quitada em até 30 dias após o envio da declaração, o valor cai pela metade. Ou seja, a multa mínima passa de R$ 50,00 para R$ 25,00.

    Mas atenção: o maior problema do atraso não é só a multa. Enquanto a situação não é regularizada, o CNPJ fica bloqueado para gerar o DAS mensal, o que pode acumular juros, correções e até colocar o MEI em risco de ficar irregular perante a Receita. Por isso, quanto antes declarar, melhor para o bolso e para sua tranquilidade.

    Precisa reativar o MEI e voltar a emitir notas fiscais? Confira o guia completo aqui no blog.

    O limite de faturamento em 2026: o que mudou?

    O limite de faturamento do MEI é um dos assuntos que mais geram dúvidas — e não é para menos. Em 2026, esse tema continua em evidência, especialmente por causa das discussões em torno do chamado “Super MEI”.

    Hoje, o teto oficial do MEI segue sendo de R$ 81.000,00 por ano. No entanto, projetos de lei em estágio avançado no Congresso propõem aumentar esse limite para algo em torno de R$ 140.000,00, além de permitir a contratação de até dois funcionários. Apesar da expectativa, é importante reforçar: essas mudanças ainda não estão em vigor e só passam a valer após aprovação e regulamentação oficial.

    Por isso, ao preencher a Declaração MEI em 2026, o empreendedor precisa se basear nas regras atuais e ficar atento a dois cenários importantes:

    • Excesso de faturamento de até 20% (até R$ 97.200,00): nesse caso, o MEI paga uma guia complementar sobre o valor excedente e será desenquadrado do regime a partir de janeiro do ano seguinte, passando a atuar como Microempresa (ME).

    • Excesso de faturamento acima de 20% (acima de R$ 97.200,00): aqui o impacto é maior. O desenquadramento acontece de forma retroativa ao início do ano-calendário, o que obriga o pagamento de todos os impostos como ME desde janeiro, com juros e multas.

    Outro ponto que costuma passar despercebido é o limite proporcional para quem abriu o MEI durante o ano. O cálculo é simples: R$ 6.750,00 por mês de atividade.

    Por exemplo: se o CNPJ foi aberto em julho de 2025, o limite para a declaração de 2026 será de R$ 40.500,00 (6 meses × R$ 6.750,00).

    Ter clareza sobre esses números faz toda a diferença. Eles ajudam você a entender se ainda vale a pena permanecer como MEI ou se chegou o momento de dar o próximo passo e estruturar o negócio como Microempresa.

    MEI ultrapassou o limite de faturamento? Confira como enquadrar a empresa aqui no blog.

    Regularidade: a base para crescer com segurança

    Manter a Declaração MEI em dia vai muito além de cumprir uma obrigação fiscal. É uma atitude de gestão que demonstra organização, profissionalismo e cuidado com o futuro do seu negócio.

    Ao entregar a DASN-SIMEI com antecedência e com as informações corretas, você evita multas, mantém seu CNPJ regular, garante direitos previdenciários e facilita o acesso a crédito, parcerias e novas oportunidades.

    Com um pouco de organização ao longo do ano — seja usando planilhas simples ou um sistema de gestão — a declaração deixa de ser um problema e passa a ser resolvida em poucos minutos. Regularidade fiscal não é burocracia: é o alicerce de quem quer crescer com tranquilidade.

    Comece 2026 com tudo em ordem e foque no que realmente importa: fazer seu negócio evoluir!

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